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Semana Pra Dança: Bailarinos e representantes da sociedade e do poder público discutem estratégias para o setor para os próximos quatro anos

  • 17 maio 2015
  • Categorias:Geral

Campo Grande (MS) – Bailarinos, coreógrafos, professores de dança e representantes da sociedade civil e do poder público se reuniram neste domingo (17), às 14 horas, na Sala Rubens Corrêa do Centro Cultural José Octávio Guizzo, para dar continuidade às discussões para a elaboração do Plano Setorial Estadual da Dança.

Os debates tiveram início no sábado (16), e deram início à 9ª edição da Semana Pra Dança 2015. Foram apontados os pontos fortes e fracos do setor da dança no Estado.

Neste domingo foi discutido qual o cenário desejado pela categoria para daqui a quatro anos, em 2019, e quais as estratégias para se chegar lá. Os trabalhos foram coordenados pela gerente de Projetos Culturais da Prefeitura de Santo André (SP) e coordenadora do Plano de Gerência de Projetos do mesmo município, Simone Zárate, e pelo consultor e pesquisador independente em gestão cultural e diretor da Projecta, André Fonseca, de São Paulo.

Os participantes foram divididos em três grupos e cada grupo indicou sugestões de cenários para 2019, baseado nos pontos fortes e fracos discutidos no sábado. Após quarenta minutos de trabalho, os grupos se reuniram e apresentaram as seguintes propostas para serem alcançadas daqui há quatro anos no setor:

• Que o Estado tenha mais diversidade de ações em todos os municípios;
• Ampliar a circulação da produção local, pensando em um programa que abrigue apresentações, oficinas e ações de formação de maneira ordenada;
• Espaços equipados adequadamente para apresentações e práticas de dança;
• Mais diálogos entre criadores e produtores de dança;
• Existência de uma rede fortalecida com o setor da dança;
• Ampliação progressiva de recursos públicos para programas, projetos e ações de dança;
• Maior envolvimento do empresariado no financiamento à dança no Estado;
• Ampliação dos públicos para a dança;
• Ampliação de ações de formação (técnica, artística, de gestão, acadêmica, etc.) para os profissionais da dança;
• Fortalecimento do mercado de trabalho;
• Estudos e discussões sobre a necessidade e viabilidade de criação de uma companhia de dança pública;
• As ações para preservação da memória da dança no Estado foram ampliadas;
• Ampliação dos canais de participação entre os profissionais da dança e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Depois do intervalo foram formados quatro grupos e cada um deles traçou estratégias para cada cenário acima proposto:

• Preservação da memória: criação do acervo da dança de MS; levantamento histórico da manifestação das danças de MS e enciclopédia virtual da dança (Wikidança).
• Ampliação dos canais de participação: criar colegiado setorial da dança em MS; agenda política e artística virtual anual das atividades dos artistas de MS na página da FCMS (calendário das reuniões).
• Infraestrutura adequada: estabelecer um plano de gestão e manutenção destes espaços culturais; dentro do plano, Governo do Estado e municípios buscarem a parceria do setor privado para a criação e a reforma destes espaços; Governo do Estado e município promoverem a criação e/ou reforma/manutenção dos espaços culturais para apresentação e prática de dança (ação do plano).
• Envolvimento empresarial no financiamento: criação de mecanismo de incentivo fiscal à cultura (estadual e/ou municipal); programa de sensibilização do empresariado para investimento em ações de dança.
• Ampliação de público: diálogo entre educação, cultura e universidades para desenvolvimento de ações de formação de público para a dança; mostras e oficinas de dança itinerante em espaços públicos com intercâmbio de municípios; campanha estadual de comunicação e difusão da dança.
• Fortalecimento do mercado de trabalho: criar um sindicato ou órgão que represente os interesses dos profissionais da dança; estabelecer parâmetros específicos pra determinar valores na área da dança; estudos e discussões sobre a necessidade e viabilização da criação de uma companhia de dança pública; aumentar público.
• Diversidade de ações: ampliar as ações de formação de público por meio de iniciativas continuadas em escolas e projetos sociais visando sensibilizar para a experiência e apreciação em dança; ampliar a circulação de produções locais (MS).
• Ações de formação: criação de projeto piloto de uma escola de artes integradas (iniciação e formação); promover cursos de gestão e produção cultural; estimular a criação de uma pós-graduação em artes da cena;
• Ampliação de recursos para a dança: realização de projetos em parceria com outros setores públicos; mapeamento de fontes externas de recursos; envolvimento empresarial no financiamento; criação de mecanismo de incentivo fiscal à cultura (estadual e/ou municipal); programa de sensibilização do empresariado para investimento em ações de dança.

Todas estas propostas vão ser compiladas em material preliminar e logo depois vão ser realizadas escutas com artistas do setor nos municípios do interior do Estado. Também será feito um diagnóstico da situação da dança em Mato Grosso do Sul com dados estatísticos por meio de questionários que serão aplicados aos gestores. Por fim, será feita uma redação final de todo o material, que vai ser disponibilizado para consulta virtual. Após sistematizadas as sugestões por meio da consulta virtual, acontecerá uma reunião geral para habilitar o texto, que será enviado à Assembleia Legislativa para aprovação.

O bailarino de dança de salão do Tez Cia. De Dança, Guilherme Gutierrez Cuellar Nunes, esteve presente neste domingo nos trabalhos, e afirmou que é fundamental um canal de debates acerca do direcionamento do setor da dança. “É difícil conseguir oportunidade para expressar nossas necessidades. Só quem dança sabe o que passa um bailarino para estar lá, desenvolver seu trabalho. Agrega muito valor essa experiência, é fundamental para o crescimento da dança. Quando há dialogo com os profissionais da área as coisas caminham mais facilmente”.

A Semana Pra Dança continua amanhã com a Oficina de Gestão Cultural e Elaboração de Projetos Culturais, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, no Museu da Imagem e do Som. Mais informações no Núcleo de Dança da FCMS pelo telefone (67) 3316-9169.