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Representantes culturais de todo o Estado debateram ações para a execução da Lei Aldir Blanc

Campo Grande (MS) – Do dia 18 a 21, a equipe da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e o Conselho Estadual de Políticas Culturais (CEPC/MS) realizaram 14 reuniões virtuais intensas com diversos segmentos culturais sobre a Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020). Os integrantes dos Grupos de Trabalho (GT´s) dessa ação denominada “Cultura em Diálogo”, debateram com representantes de coletivos, entidades e setoriais da Cultura, ações e propostas que poderão ser utilizadas com os recursos previstos na Lei.

Os grupos foram montados pelos seguintes segmentos: Artesanato, Artes Visuais, Audiovisual, Gastronomia, Moda e Design, Música, Teatro, Circo, Dança, Literatura, Hip Hop e Cultura de Rua, Patrimônio Cultural: indígenas, quilombolas, povos tradicionais, povos de terreiros, afro-brasileiros, ciganos, ribeirinhos e pantaneiros e Patrimônio Cultural: material e imaterial, culturas populares e capoeira.

Responsável pelo GT do Artesanato, de Moda e Design e da Gastronomia, a gerente de Artesanato da FCMS, Katienka Klain falou sobre a participação dos trabalhadores e trabalhadora de Cultura nessas reuniões. “As reuniões foram bem produtivas, com boa participação das pessoas, especialmente no caso do Artesanato. Debatemos as necessidades e anseios desses setores e juntos elaboramos propostas para a aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc”, disse ela.

Com bastante participação de moradores do interior o Estado, o GT de Literatura estabeleceu quatro (04) propostas. “A reunião foi muito boa, surpreendeu por ter mais participantes do interior do que de Campo Grande. Tiramos dúvidas, trocamos ideias e definimos quatro ações para atender o segmento”, falou a responsável por este grupo de trabalho e coordenadora do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura da FCMS, Melly Sena.

Para a diretora-presidente da Fundação de Cultura de MS e presidente do Conselho Estadual de Políticas Culturais, Mara Caseiro, essa etapa do “Cultura em Diálogo” foi aberta ao público, justamente para que toda classe artística sul-mato-grossense pudesse apresentar seus anseios. “Demos a merecida oportunidade para que as pessoas apresentassem suas propostas, tanto para segmento, quanto para a sua comunidade. Nesses grupos de trabalho elas tiveram a chance de debater e de dialogar com os nossos técnicos da Fundação de Cultura, elencando as prioridades do setor cultural em que atuam”.

Após ouvir as propostas dos segmentos, os técnicos da FCMS irão construir o plano de ação que servirá para direcionar o recurso da Lei Aldir Blanc. Esses projetos serão avaliados pelo CEPC para só depois serem enviados ao governo federal. “Queremos estar com todos esses planos de ação construídos e aprovados pelos conselheiros de Cultura já no início de setembro. O repasse dos valores destinados a Mato Grosso do Sul e aos municípios só serão depositados quando esses planos de ação estiverem aprovados”, explicou Mara Caseiro.

CADASTRO

Está em construção de plataforma de cadastro dos futuros beneficiados pela Lei Aldir Blanc. Segundo a presidente da FCMS, a previsão é que esta plataforma esteja aberta até o dia 15 de setembro. “Criamos uma aba da Lei Aldir Blanc no site da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Lá estão diversas informações sobre a Lei e, daqui a alguns dias, também estará o link onde os trabalhadores e trabalhadoras de Cultura poderão se cadastrar para receber o benefício desta Lei”, finalizou Mara.

Texto: Tavane Ferraresi