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Oficina de Dança cultiva a força do chamamé raiz durante o 3º Festival Cultural do Chamamé

Campo Grande (MS) – O Terceiro Festival Cultural do Chamamé de Mato Grosso do Sul trouxe, na manhã quente deste sábado, toda a alegria e energia da dança fronteiriça para Campo Grande durante a oficina de dança com o tema  Chamamé Jeroky Kara (o dono do baile). O Estúdio de Dança Ballet Isadora Duncan recebeu os alunos e o professor convidado, de danças folclóricas argentinas e tango, Juan Carlos Godoy, natural de Corrientes, para esta celebração deste ritmo que une várias nações latino-americanas.

A sala de dança estava lotada e participaram bailarinos de diferentes regiões da Argentina e de Mato Grosso do Sul. Adelaide Ledesma é diretora do Centro de Arte Dançarte, em Formosa Capital, na Argentina, e trouxe 56 alunos de sua escola para participar da oficina de dança e do Festival do Chamamé. “Em Formosa, o chamamé faz parte do dia-a-dia das pessoas. Viemos para integrarmos, compartilhar experiências e aprendermos também a cultura da região”.

A funcionária pública aposentada Marivalde Santos, de Campo Grande, confeccionou um traje especialmente para participar do Festival e desde criança tem contato com os ritmos fronteiriços. “Desde quando nasci meu pai me embalava com o chamamé para eu dormir. Aprendi a dançar com a própria família, em festas, na minha família todo mundo dança. O chamamé é uma música que prezo muito, desde o primeiro ônibus que foi daqui para Corrientes para o Festival Internacional do Chamamé eu já fui junto”.

Os jovens Adriano Rios e Sanchez Valentin vieram de Formosa Capital, Argentina, para participar. Eles fazem parte do Centro de Arte Dançarte. “Meu pai é promotor de eventoe chamamezeiros, me criei no chamamé”, diz Adriano. “Gosto de dançar, vim para o Festival em Campo Grande porque quis ter esta experiência de poder compartilhar o que sei e aprender sobre a cultura do Brasil”, completa Sanchez.

O ministrante da oficina, Juan Carlos Godoi, é professor da Companhia de Dança Mainumby (beija-flor, em guarani), em Corrientes, na Argentina. É a primeira vez que participa do Festival em Campo Grande e trouxe 16 crianças de sua escola para acompanhar a programação. Para ele, o chamamé é uma forma de conhecer a cultura latino-americana. “Danço para defender e manter nossa tradição. Em Corrientes, o chamamé é o conjunto de música, dança e canto, nós fazemos tudo ao vivo”.

Godoi explica que para saber dançar o chamamé tem que gostar da música. “É uma fusão com o vanerão, os passos são encostados na base, e o bailarino se movimenta para frente e para trás. As roupas, para os homens, são bombacha, cinto, chapéu, camisa e alpargatas; para as mulheres, polheras (saias), blusas e alpargatas, tudo em cores primárias”.

Presente na oficina de dança desta manhã, Orivaldo Mengual, do Instituto Cultural do Chamamé, apresentador do programa A Hora do Chamamé, da FM Educativa, e o idealizador do evento, enfatiza que os primeiros habitantes do Estado trouxeram esta cultura do chamamé para nós e essa rota fronteiriça propiciou que essa cultura ficasse forte aqui em Mato Grosso do Sul. “Com o Festival, nós estamos preservando nossa cultura raiz, nossas tradições, vivenciando esses bailes de quando éramos crianças, preservando essa herança cultural. O objetivo do Festival do Chamamé é fortalecer esta cultura”.

O Terceiro Festival do Chamamé é uma realização do Instituto Cultural Chamamé MS, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de MS, com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, e com o apoio da Rádio e TV Educativa de MS (Programa A Hora do Chamamé).

A programação continua neste sábado e termina no domingo, dia 13 de outubro, com atividades gratuitas na Praça do Rádio Clube. No domingo, dia 13, a partir das 11 horas, acontece o Festival de Dança no Shopping Bosque dos Ipês, na Praça da Alimentação. E encerrando a programação, na Praça do Rádio, as apresentações de música começam às 15 horas, com artistas de Campo Grande e Fátima do Sul.

Confira aqui a programação completa e venha prestigiar a cultura fronteiriça de Mato Grosso do Sul e a integração cultural com as outras nações participantes!

Fotos: Karina Lima – FCMS