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No Dia Mundial do Teatro, Fundação de Cultura fomenta arte e projeta perspectivas

Campo Grande (MS) – Celebrado mundialmente, o dia 27 de março relembra uma arte inspiradora e impactante que reflete nossas dores, mas também nossas alegrias e sorrisos e desperta os mais valorosos sentimentos humanos: o Teatro. Também é o dia de comemorar aqui no Brasil outra arte tão bela e tradicional, que nos remete ao lúdico e à infância: o Circo.

Além do patrocínio a peças por meio do Fundo de Investimentos Culturais e do Prêmio Rubens Correa de Teatro, cujo foco é a difusão e o incentivo a montagens de espetáculos inéditos, a Fundação de Cultura tradicionalmente realiza outros dois grandes projetos de fomento a estas artes tão especiais: O Festival Boca de Cena – Mostra Sul-Mato-Grossense de Teatro e Circo 2017 e o Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro.

O “Boca de Cena” é realizado desde 2008 pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul em parceria com o Colegiado Setorial de Teatro e o Colegiado Setorial de Artes Circenses em comemoração à duas datas importantes: Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo, celebrados nesta segunda-feira.

A mostra já está consolidada no calendário cultural do Estado, sendo uma referência ao público. O objetivo é fomentar o desenvolvimento das artes cênicas, promover e valorizar o encontro do público com o teatro e o circo, promovendo uma programação artística reveladora da expressão cênica estadual. Propicia o intercâmbio de artistas e a formação de plateia em ambientes cênicos convencionais ou não.

Já o Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro é um projeto de circulação. Valoriza os nossos grupos e leva aos municípios, mesmo os que não possuem atividades culturais intensas, novas oportunidades. O público ganha a possibilidade de assistir uma atração teatral gratuita e os artistas a viabilidade de conhecer lugares, pessoas e ampliar seus processos criativos.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Teatro da Fundação de Cultura, Márcio Veiga, o projeto já passou ao longo dos anos por 62 diferentes cidades e contemplou um público aproximado de 90 mil pessoas. Ao todo 46 grupos teatrais encantaram os participantes em 325 apresentações. “O Circuito possibilitou uma melhor visualização do que é produzido no Estado, já que muitas peças não são vistas no interior por falta de espaços. O projeto aproxima o espetáculo da plateia”, explica.

Recursos ampliados – O Governo do Estado ampliou os investimentos no fomento à produção teatral de Mato Grosso do Sul. O edital do Prêmio Rubens Corrêa, que selecionou 5 projetos na última edição, passou de R$ 140 mil em 2014 para R$ 240 mil em 2015/2016. Já o Circuito Sul-Mato-Grossense” recebeu R$ 350 mil – R$ 165 mil a mais que em 2014.

Estudo e pesquisa – Outro ponto de referência do teatro na Fundação de Cultura é a Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim. Neste espaço o leitor tem uma visão ampla do melhor de nossa arte dramática, ressaltada por seus grandes protagonistas na série de bastidores do teatro brasileiro, com entrevistas de grandes atrizes e atores, com destaque para o aquidauanense Rubens Correa.

Estão disponíveis na Biblioteca obras que vão dos clássicos das tragédias gregas a William Shakespeare e Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, das comédias de costumes de Martins Pena e João Caetano. Os leitores serão levados a sentimentos, sensações e emoções no trágico, humano e o moderno em Nélson Rodrigues, o popular e o erudito de Ariano Suassuna, a sarjeta dos marginalizados de Plínio Marcos, o engajamento do Teatro de Arena de Gianfrancesco Guarnieri, a estética do oprimido em Augusto Boal e o olhar inusitado de Amir Labaki.

Destaca-se ainda o trabalho da maior crítica e ensaísta do teatro nacional, Bárbara Heliodora, em seu livro “Caminhos do Teatro Ocidental”, da importância na pesquisa do fazer teatral do crítico Sábato Magaldi, do panorama do teatro de revista em imagens na pesquisa de Delson Antunes, da iconografia teatral nos acervos fotográficos de Walter Pinto e Eugénio Salvador.

Há também a criatividade do teatro de animação e de bonecos no Brasil como o grupo Giramundo, dos segredos de uma empresa chamada companhia Maria Dela Costa, a magia do teatro através do projeto Lâmpada Mágica, que se tornou uma referência nacional e das grandes salas como o Teatro Amazonas. Do renascer de um palco centenário, o Theatro Guarany e do clássico e imponente Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Serviço – Outras informações estão disponíveis no Núcleo de Teatro da Fundação de Cultura, que fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, quarto andar, no Centro, ou pelos telefones (67) 3316-9172 ou 3316-9173.