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Mostra de Rua tem Batalha do Porto, graffiti, poesia e show do VideoSonic

Corumbá (MS) – Tradicional aos domingos, a Batalha do Porto também fez parte do 15º Festival América do Sul Pantanal. Tradicional aos domingos, as rimas começaram em brincadeiras de amigos, em praças na parte alta da cidade de Corumbá. Há três anos, a Batalha do Porto rola todos os domingos, as margens do Rio Paraguai. Realizado com investimento público da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e patrocínio da Energisa, Vale, Caixa Econômica Federal e Governo Federal, o 15º Festival América do Sul Pantanal (Fasp) acontece entre os dias 14 e 17 de novembro.

Aos 14 anos, Michel é um dos destaques da batalha. O campo-grandense conta que ele sempre gostou de rimar e que só soube que existia batalha de rima por conta de um amigo. “Fui na minha primeira batalha, cheguei até o final e perdi. Na segunda batalha eu conseguir ser campeão. Depois disso comecei a participar de várias batalhas e fui ganhando vários campeonatos e aí fui convidado para estar aqui”, explica.

O MC conta que sua professora o ajudou neste bastante. “Na escola tenho uma professora que curte poesia e ela me mostrou. Eu aprendi como uma rima deve rimar com a outra através de poesia e isso me ajudou muito”. Sobre seu primeiro festival, Michel comemora. “É bom saber que seu trabalho é reconhecido por outras pessoas”.

A única mulher contra 16 homens, Lilly Black, sempre gostou de rima e hip hop, e participou de um projeto aos 15 anos. Hoje, com 23, ela conta que vive a realização de um sonho. “Quem ia imaginar que eu estaria numa batalha aqui no Pantanal que tem 16 mcs e só eu de mina? Eu só via na TV, é um sonho”.

Sobre a representatividade feminina, Lily fala da importância de ter a participação de mais mais mulheres nas batalhas. “A gente tem que trazer mais mina no rolê. Tem mina que chega que fala que elas estão sendo bem representada e eu me sinto muito honrada”.

A Batalha do Porto aconteceu na tarde deste domingo (17), e contou com as atrações: Batalha de Rap, Cypher de Breaking, Pocket Show Vini Revolt , Pocket Show Fét , Mic aberto para poesias, Resultado da Oficina “Quem tá na rua sabe”, Resultado da Oficina de Passinho, Exibição do videoclipe produzido na oficina do festival e o show do VideoSonic.

Texto: Mariana Castelar

Fotos Fernando Antunes