Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Marco – II Temporada de Exposições 2019

 

Setembro a Novembro

A exposição Antropia”, da artista sul-mato-grossense Lidia Coimbra, aborda por meio de pinturas, o impacto da atuação do ser humano sobre a natureza. A leveza de cores, de formas, explícitas ou insinuantes, traços curvos, curtos, longos, retilíneos, estimulam os sentidos e desafiam o imaginário.

A sensibilidade da arte de Lidia Coimbra leva o apreciador a se encantar, outra vez, como o mundo vivo e a estabelecer uma nova conexão com o planeta, com a vida. No momento onde tudo se volta contra o natural, a vida insiste, a vida resiste.

 

Quanto à exposição Corpo-Resistênciada artista Mariana Arndt, aborda os conflitos sobre o corpo feminino gerados pelo mundo contemporâneo. A arte de Mariana detecta opta pelo corpo-resistência e assume posicionamento crítico.

A artista encontra na arte performática a expressão inicial, alia-se a outros artistas que fotografa, faz conversar sua arte com a deles. A fotografia, além de se oferecer como registro e revelar outro domínio da artista nas linguagens da arte, medeia esse processo com uma grande potência! Une-se à performance para emprestar dramaticidade e concretude à expressão do corpo que se impõe, que fala, convida o olho, os sentimentos, as ideias.

 

“Mundo Arqueológico”, de Neusa Silva, é expressão da imagética de seu universo interior. Neusa é sempre persistente em suas pesquisas, o que resultou positivamente, para que conseguisse uma linha de trabalho condizente com sua capacidade criadora. É uma artista sensível e com habilidade técnica, tem determinação, qualidade fundamental para qualquer realização profissional.

A pintura de Neusa não sobrecarrega a mente do expectador de insinuações evasivas. Mostra um desenvolvimento coerente, enriquecido pelas cores e os movimentos da arte contemporânea. Desvenda espaços e trabalha as cores com propriedade como uma “arqueóloga” buscando elementos, redescobrindo formas e espaços.

 

Ao contemplar a série Dilaporal” de Pedro Gottardi, os olhos do espectador, pode, como primeiro canal de comunicação capturar visualmente uma possível dilatação do corpo no espaço em relação aos detalhes apresentados por meio de poses, signos e índices. O olho identifica e transfere para a carne o sentido que a consciência não consegue descrever, podendo causar o desconforto ou euforia. Há um refinamento do corpo em justaposição no reconhecimento de suas emoções, registradas e anexadas na carne daquele que come seus sentidos e o tenta mascará-lo.