Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Marco – II Temporada de Exposições 2016

Junho a Agosto

O curador da mostra “Formas D’Água – Reflexão por transparência”, da artista chilena Patricia Claro, Rafael Raddy, pela segunda vez vem ao Estado trazer exposições. Rafael explica que Patricia desenvolveu o tema paisagens, voltado para a água, como a reflexão da luz sobre a superfície da água reflete e absorve. São 32 obras, cada uma composta de duas partes, em que uma é o reverso da outra, além de mais quatro projeções. A artista levou um ano para fazer o trabalho. Algumas das obras levaram camadas de tintas na técnica oriental, chamada laque japonês.

Marco - Raddy

Cinco obras compõem uma série chamada “Águas Perdidas”, que a artista compôs viajando de barco em lugares fechados ao público na cidade de Bonito, a convite da Secretaria de Cultura daquele município, tendo sido acompanhada pelo Instituto Chico Mendes. A artista esteve no município em outubro do ano passado.

Marco - Formas dagua

A Mostra “Formas D’Água – Reflexão por Transparência” vai passar por dez cidades brasileiras, e Campo Grande é a segunda cidade. A Mostra esteve primeiro em Brasília, foi aberta em 22 de março e ficou um mês aberta ao público. O curador Rafael Haddy fala sobre a importância desta circulação pelo país. “Nós não temos que pensar como brasileiros. A água é universal, a água como fator de integração, da sustentabilidade. Aqui tem o aquífero guarani. Para cada bioma brasileiro a artista produziu uma obra”.

O fotógrafo carioca Bruno Veiga, que expõe fotos na mostra “Subúrbio” que conta a vida suburbana, a estética suburbana.

Marco - Bruno

Bruno retratou a estética suburbana no Rio de Janeiro durante nove anos. Conheceu a realidade do subúrbio trabalhando como repórter fotográfico nos jornais O Globo e Jornal do Brasil na década de 1980, e depois como freelancer na década de 1990. Recebeu uma bolsa da Rio Arte, da Fundação de Cultura do Rio de Janeiro, por um ano, com o objetivo de retratar sambistas da velha guarda, depois continuou o trabalho por mais oito anos retratando a estética suburbana. “Todos [os sambistas] moram no subúrbio, que foi onde o samba se solidificou, Comecei essa pesquisa com os retratos, mas em 2001, ao revisitar ao subúrbio, encontrei um mundo que eu já tinha vivido quando repórter fotográfico. Apaixonei-me pela estética das casas, das pessoas mais velhas que têm outra visão. Decidi trabalhar sobre a estética, importante na construção de uma identidade carioca. Tenho certeza que as pessoas vão se tocar com as 30 obras, é uma realidade do Brasil inteiro, é uma estética que se reproduz também em outros locais brasileiros”.

 

marco - Suburbio