Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Marco – II Temporada de Exposições 2013

Junho e Julho

Exposição: Fábulas Instantâneas
Artista: Priscilla Pessoa

fábula
fá.bu.la
sf (lat fabula) 1 Pequena narrativa em que se aproveita a ficção alegórica para sugerir uma verdade ou reflexão de ordem moral, com intervenção de pessoas, animais e até entidades inanimadas. 2 Narração imaginária, ficção artificiosa. 3 Narrativa ou conjunto de narrativas de ideação mitológica; mito. 4 Entrecho ou urdidura de qualquer obra de ficção. 5 Os elementos de deformação da realidade nas composições do gênero épico ou de invenção. 6 Mentira. Dim: fabulazinha, fabela.

 

Exposição: Os corpos que buscamos
Artista: Zilá Soares

Corpos sempre estiveram em evidência na Arte. Corpos são suportes para a representação do real ou do ideal. O que é e o que poderia ser. O que temos e o que pretendemos ter. Desde a Antiguidade quando se busca criar o corpo ideal com as partes perfeitas de corpos perfeitos, como se lê na Memorabilia de Xenofonte, o homem encontra na representação do próprio corpo o conhecimento do mundo sensível.
No Renascimento é sinônimo de razão, equilíbrio e proporção. Da Vinci disseca, interroga e compreende – microcosmo, macrocosmo. Corpos clássicos e barrocos vão da forma à cor, da dobra ao infinito. O escultórico neoclássico,o gracioso romântico ao lado do grotesco. Modernos, são cores e formas da visão em construção. Pós-modernos, são produtos de consumo e fragmentação. Podem mover a obra, podem ser sua extensão. Corpos são assim – variados, únicos, perfeitos em si mesmos. E, sobretudo, belos na precisão do seu funcionamento.
Esta exposição de desenhos e pinturas de Zilá Soares apresenta corpos nus, seminus, em partes ou inteiros, mas sempre idealizados. Para a artista, eles significam a possibilidade de compreender o espaço do humano refeito em cor, papel ou tela.Resumem-se a linhas contínuas ou pinceladas exageradas. Têm contornos bem marcados ou se revelam em sombras de pura luz no fundo branco. As pinturas são feitas em acrílica sobre tela. Os desenhos, em grafite e bastão oleoso sobre papel. Ainda assim, cada corpo apresentado expõe o desejo de um processo composicional, onde o ritmo confirma padrões, ao mesmo tempo em que a liberdade interroga a ordem das coisas e suas estruturas. Corpos podem ser achatados, modulados, tatuados, como também podem fazer ou desfazer estereótipos e recriar simbologias. Sem crueldade, sem repulsa. Apenas sendo o que são – corpos representados – os corpos que buscamos.

Maria Adélia Menegazzo
Associação Brasileira de Críticos de Arte/MS

 

Exposição: A impressão que fica
Artistas: Cícero Rodrigues, Daniela Rodrigues, Liege Dreyer, Luana Oliveira, Ong Pei Hun, Oswaldo Guimarães, Rafael Maldonado, Rodrigo Lopes e Willian Menkes

A impressão que fica – 2013

Gravura é a linguagem artística que através de uma matriz –linóleo, madeira, pedra ou metal – a imagem é gravada e depois impressa num suporte de papel, fornecendo, como carimbo, a reprodução de inúmeras cópias da mesma imagem.

A técnica exige precisão na maneira de gravar a matriz, uma vez que cada detalhe, cada área elaborada aparecerá de forma definitiva e invertida na cópia impressa. Uma complexidade que cria um ritmo próprio de trabalho, com sistematização nos gestos na hora de talhar a matriz e no ato de sua impressão.

Aliás, a impressão é o momento sublime da linguagem, é nesse instante que se revelam os elementos específicos de cada modalidade gráfica e a maneira que, minuciosamente, foram explorados para criar o campo visual da imagem.

É na impressão da matriz que se concretiza todo o processo, e, só a partir de então, que o artista tem a noção exata de sua obra.

A gravura exige uma disposição para adaptar-se aos desafios dos procedimentos de gravação, para entender o tempo exato que o trabalho exige respeitando cada etapa de elaboração da obra, imprimindo e avaliando as cópias de teste sem a pressa de obter resultados imediatos.

É essa a impressão que fica: que a gravura é uma arte delicada, minuciosa, quase sempre monocromática e de pequenas dimensões. Contudo, sua presença é potente entre as linguagens da arte, utilizada pelos artistas que experimentam e atualizam a antiga técnica para o momento atual, renovando constantemente sua força estética entre conceitos e procedimentos da produção contemporânea.

Essa mostra foi desenvolvida no atelier de gravura do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, reforçando a importância desse espaço no fomento e desenvolvimento das técnicas da gravura e na mediação do exercício criativo para a descoberta de novas poéticas de expressão.

 

Exposição: Acervo MARCO
Artista: Lídia Baís

Com diversas obras da artista sul-mato-grossense.