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Marco abre primeira mostra do ano com coletiva de quatro artistas em linguagens plurais

Campo Grande (MS) – Pintura, desenho, fotografia, escultura, vídeo e instalação expressam as percepções e a bagagem artística de Katia Canton, Marcos Amaro, Alessandra Rehder e Ana Ruas em 4 Mostras 4 Artistas, coletiva que abre na próxima terça-feira (14 de fevereiro), às 19h30, a temporada de exposições 2017 do Museu de Arte Contemporânea, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. A entrada é franca.

O olhar crítico da fotógrafa paulista Alessandra Rehder viajou o mundo na busca de culturas remanescentes, preocupado principalmente com a infância, subtraída pelo isolamento provocado por uma geografia sócio econômica e política desumana. Além desse contexto, dessa paisagem do humano, sua câmera apontou também para a natureza com foco nas questões ambientais.

A percepção e a arte de Alessandra já passaram por comunidades de culturas isoladas da Indonésia, Tailândia, Vietnã, Brasil, Filipinas, Papua Ocidental, Índia, Jamaica e Turquia. O que diferencia o trabalho da jovem artista da documentação é o emprego de um vocabulário plástico construído em consonância com o título da exposição.

Gaúcha radicada há vinte anos em Mato Grosso do Sul, Ana Ruas pesquisa na série Floresta Encantada imagens retiradas da natureza e do imaginário infantil, ora preenchendo pequenas telas, ora cobrindo um grande painel, como o da parede de 5 metros da sala expositiva, que contou com a coparticipação de crianças que frequentam seu ateliê.

Em todas essas possibilidades, Ana Ruas busca respostas para as relações entre as formas e as cores, o lúdico e o espaço, o suporte e a imagem, a vivência do ateliê, questões lúdicas e a relação entre o artista e o olhar do outro.

Acervo / Ana Ruas

Katia Canton, artista e pesquisadora paulista, utiliza suportes diversos como a pintura, o desenho, a gravura, as instalações sonoras e a poesia para criar atmosferas que revisitam criticamente a ideia do lúdico, do frágil, do feminino, do onírico, da domesticidade e da brincadeira. A série Casa dos Contos de Fadas faz menção às ressonâncias desses conceitos.

A artista investiga os usos das narrativas na construção da cultura, particularmente pelo lugar atribuído a mulher e a criança no universo das histórias em suas diversas camadas e diferentes versões. Seu olhar perpassa os clássicos como Cinderela, A Bela Adormecida, Rapunzel, A Bela e a Fera, Branca de Neve, João e Maria, O Barba Azul, chegando até contos menos conhecidos, mas ainda assim muito significativos.

Foto: Katia Canton

O também paulista Marcos Amaro é um artista múltiplo. Estudou literatura, filosofia e arte, inclinações intelectuais que contribuíram para que desenvolvesse múltiplas habilidades poéticas. O viés escultórico, tão forte neste momento de sua produção, é construído a partir da descontextualização e ressignificação dos objetos.

O uso de diferentes materiais e técnicas revela os substratos da memória do artista, que desde a infância tem forte relação com o imaginário aeronáutico. As esculturas, de grande e média proporção, destacam-se pelo caráter político e sentido eco estético.

Foto: Marcelo Auge

Serviço: A exposição 4 Mostras 4 Artistas será inaugurada dia 14 de fevereiro (terça-feira), às 19h30, no Museu de Arte Contemporânea, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. As obras podem ser visitadas até o dia 26 de março, sempre com entrada franca.

O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, 6000, no Parque das Nações Indígenas. Funciona de terça a sexta, das 7h30 às 17h30 e sábados e domingos das 14h às 18 horas.