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Gestores municipais debatem papel dos conselhos para uma cultura mais democrática

Campo Grande (MS) – Representantes de órgãos culturais de 23 municípios do Estado puderam debater na manhã desta terça-feira (19 de julho), na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o fortalecimento dos conselhos municipais, uma das principais ferramentas de uma gestão mais democrática a ampla para o setor.

Um dos pilares dos planos municipais, a ativação de conselhos preencheu o segundo dia de capacitações continuadas desenvolvidas pela Superintendência de Economia Criativa da Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei). As palestras fazem parte do Projeto Apoio à Estruturação dos Sistemas Municipais de Cultura.

Em uma palestra com clima de bate papo, a presidente do Conselho de Políticas Culturais de Campo Grande, Maria Alice Garcia Martins, apresentou um histórico de atuação e apresentou diretrizes aos participantes para que os conselhos atinjam seu principal objetivo: planejar programas, projetos e ações culturais que valorizem, reconheçam, promovam e preservem a diversidade cultural existente.

“Em Rio Verde não tínhamos uma sequência nas ações culturais e o conselho não estava ativo. A participação da comunidade foi estimulada, mapeamos as atividades culturais e conhecemos muitas pessoas que, ao serem envolvidas por este movimento, criaram e tornaram o Conselho ativo”, explicou a gestora interina de Cultura do município, Ana Andrade.

Para a superintendente da Fundação Cultural de Naviraí, Elizete Rodrigues Scudeler, a ativação do Conselho é um processo que demanda conscientização de representantes da sociedade e das gestões públicas. “É um trabalho contínuo para que ele se fortaleça dia a dia. Mas é imprescindível na nossa política cultural”.

Já para a presidente da Fundação de Cultura de Ladário, Wanessa Pereira Rodrigues, os municípios incentivam o funcionamento dos conselhos de forma praticamente unilateral. “Existe um incentivo mais amplo de ações, inclusive financeiro por parte do governo federal em outras áreas que também contam com conselhos, como educação e saúde. Na cultura isso ainda é baixo e por isso a ativação deles é um trabalho intenso”.

Os Planos de Cultura dos municípios integram a atuação pública e os anseios da sociedade e buscam uma atuação pactuada, planejada e complementar que visam os próximos dez anos.

A capacitação oferecida pela Superintendência de Economia Criativa oferece reflexões, debates e compartilhamento de experiências que podem auxiliar em todas as etapas de formulação, seja no fortalecimento dos conselhos, seja na criação de organismos municipais de gestão cultural.

As oficinas continuam até quarta (20 de julho) e acontecem no Memorial da Cultura, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, 4º andar.