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Exposição itinerante no Centro Cultural José Octávio Guizzo mostra semelhanças culturais entre MS e MT

  • 24 set 2015
  • Categorias:Geral

Na noite desta terça-feira (22), o Centro Cultural José Octávio Guizzo abriu as portas para mostrar a “Exposição Itinerante do Patrimônio Imaterial Mato-Grossense” (EXPOIMAT), como parte das comemorações dos 45 anos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e intercâmbio entre as universidades do Centro-Oeste.

Com entrada gratuita, seguindo até o dia 18 de outubro, a EXPOIMAT é um Projeto de Extensão da Ação Afirmativa da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência, com acervo e curadoria do Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT.

A cerimônia de abertura contou com a presença da secretária de Estado-adjunta de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Andréa Freire, da professora Teresa Martha Presotti, coordenadora e curadora da exposição, do superintendente de cultura da Sectei, do chefe da Coordenadoria de Cultura da UFMT, do chefe da divisão técnica do IPHAN em MS, João Henrique Santos, entre outros envolvidos no projeto.

Os participantes apreciaram uma parte de um ritual xamânico interpretado pelos acadêmicos indígenas José Antônio Paraba Shiketano e Kami Kiuawa mostrando de forma prática o que é um patrimônio imaterial. Na sequência fizeram a visita pela exposição guiados pela curadora.

Diversas manifestações e bens culturais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão exibidos em forma de imagens ou expostos pelo local, como a viola de cocho, bonecas de cerâmicas dos karajá rit xó kó, ou até mesmo as danças folclóricas como o siriri e o cururu, ou tradições ribeirinhas pantaneiras, quilombolas e indígenas.

“Aqui nesta exposição vocês verão a pluralidade cultural que nossos estados têm em comum. Os painéis possuem textos explicativos, tem cerâmicas produzidas pela comunidade São Gonçalo Beira-Rio, de Cuiabá, redes lindas bordadas e até adornos usados em cerimônias de etnias indígenas”, revelou Teresa Martha.

Na observação de João Henrique Santos, do IPHAN-MS, a fronteira que divide os dois estados não interferiu na semelhança de uma identidade cultural.

“Estamos separados por fronteiras, isso nos definiu geograficamente, mas como podemos ver aqui na exposição, nos dividir não afetou nossa igualdade cultural. Por isso o IPHAN se sente na obrigação de apoiar um projeto assim”, contou João Henrique.

Além da exposição, um minicurso de extensão no tema da Diversidade Cultural e metodologias de Educação Patrimonial vai acontecer entre os dias 16 e 19 de outubro.

A exposição permanece até 18 de outubro e grupos e escolas interessadas em agendar visitas mediadas podem entrar em contato pelo email:expoimat@gmail.com. Mais informações no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795.

(Fotos: Edemir Rodrigues)

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