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Encontro na Semana Pra Dança discute a criação do Colegiado Setorial de Dança de MS

  • 20 ago 2016
  • Categorias:Dança

Campo Grande (MS) – Foi realizada na manhã deste sábado (20) o quarto Encontro da Semana pra Dança, na Sala Rubens Corrêa do Centro Cultural José Octávio Guizzo. O objetivo foi discutir e criar o Colegiado Setorial de Dança de Mato Grosso do Sul.

No início da reunião foi passado um vídeo sobre o Plano Setorial da Dança, que está em fase de construção, com período de vigor entre 2016 e 2926. Logo após, iniciaram-se as discussões sobre a importância do plano e do colegiado. O bailarino e coreógrafo Marcos Mattos é membro do Colegiado Municipal da Dança desde 2010 e falou sobre a importância da participação de grupos mais novos. “É importante a nossa participação e também incentivar os grupos mais jovens. A ideia desta reunião é criar um Colegiado Estadual. Vamos aproveitar essa oportunidade da presença de pessoas do interior”.

Marcos trouxe o regimento interno do Colegiado Municipal para consulta de possíveis interessados. Ele diz que a ideia do Colegiado é ser um luar para se discutir políticas públicas. “Só se aprende fazendo. Vamos debater para criar um cenário possível para a dança”.

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A coordenadora do Núcleo de Dança da Fundação de Cultura de MS, Júlia Aissa, explicou que o mercado da dança são todas as ações, como academias, bailarinos, professores, tudo que faz parte do mercado para a dança, tudo o que estimula e produz dança. “As academias não se sentem pertencentes e elas são importantes porque despertam nos jovens o interesse pela dança”.

Marcos Mattos diz que a participação de todos é importante. “Você não pode falar da experiência dos outros, mas a sua. Essa experiência é que vai trazer a demanda para dentro do plano. Precisamos identificar quais as dificuldades que a academia enfrenta e o que pode ser feito para melhorar isso.

Rilvan Barbosa, artista independente de Dourados, expôs uma situação presente no seu município. “As academias de Dourados não são unidas. A gente tem que levar projetos para a nossa região. A Semana Pra Dança não tinha que ser só uma semana e devia ser levada para o interior”.

A bailarina, coreógrafa e produtora Renata Leoni chama a atenção para o problema da falta de pessoas novas na dança. “Precisamos atentar para o problema da falta de pessoas novas. Elas não têm ranço. As pessoas novas têm novos pensamentos. A formação influencia, o modo como é feita a formação”.

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Falou-se sobre os estágios da vida de quem dança, que são a escola, o grupo e a decisão de escolher sobreviver da dança, vislumbrá-la como um lugar possível. João Rocha, de Dourados, da Cia Theastai, afirmou que sua cidade está finalizando este mês o Plano de Cultura. Ele acredita que o lugar do artista não é no Conselho de Cultura, mas nos Fóruns, nos Colegiados.

O cineasta Helton Perez deu uma sugestão para que se use a videoconferência para proporcionar a participação dos bailarinos do interior. “O que você precisa é trocar informações. Para isso, o ‘on-line’ resolve. É preciso criar esse tipo de interação”.

Depois do intervalo, foram formados grupos de trabalho com as seguintes temáticas: Divulgação, Comunicação e Mobilização; Política Estadual e Nacional; Formação e Difusão e Performances e Ações Públicas. Depois de um breve intervalo para os debates, foram apresentadas algumas problemáticas e os meios legais e informais para encaminhamento das ações.

Alguns grupos deliberaram montar grupos para comunicação por whattsapp, foi deliberado também levantar as leis estaduais para dança, e as nacionais, além das iniciativas públicas de cada município; a elaboração da carta de apresentação do colegiado; fazer contato com os municípios do interior para divulgação das ações; criação de página do Colegiado no facebook; divulgações das ações da dança dos municípios e dos grupos de trabalho; identificar quais os projetos de formação em dança da Fundação de Cultura; fazer um levantamento dos grupos de dança do Estado e realizar ações públicas em espaços públicos frequentados por pessoas não ligadas à dança para fazer com que a sociedade civil conheça o trabalho do colegiado.

A Semana pra Dança continua neste sábado, com a Mostra de Danças na Associação de Moradores da Coophavila II, às 19 horas. A entrada é franca.