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Encantar os alunos para a arte. Esta é a função do arte educador para a conferencista Mirian Celeste

  • 07 ago 2016
  • Categorias:Geral

Campo Grande (MS) – “É bonito ver algo que precisamos, a esperança. Percebemos que há um Brasil que trabalha muitíssimo para que as coisas dêem certo e aqui vemos esse Brasil”. Essas foram as palavras iniciais da professora doutora Mirian Celeste Martins, a conferencista que abriu as discussões do 1º Seminário Estadual de Cultura e Educação: Territórios da Arte na Escola. O evento começou na última sexta feira(5/8) na  Estadual de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião a mestre levou o público a refletir o quanto nós usufruímos do que Campo Grande oferece com seus equipamentos culturais. E também o quanto os profissionais da arte educação conseguem promover o contato dos seus alunos com a arte. “Normalmente é o professor que leva o aluno pela primeira vez para conhecer estes espaços. E sair da sala de aula é fundamental”, afirmou Celeste.

Para a conferencista, ao refletir acerca do campo da mediação cultural, os profissionais da arte educação mostra a arte pensando que o outro tem os mesmos referenciais, o mesmo entendimento. “Só que o que a gente fala não é o que o outro ouve. Nós temos que sair do gueto do arte educador e nos unir aos outros professores, pois eles têm que perceber a importância da arte para não sermos enxergados apenas como decoradores”, defendeu.

Sua tese é que os professores devem encantar as pessoas para a arte. Deve cuidar de como a criança olha para a arte, promovendo sua participação, interação e possibilitando sua interpretação da obra de arte. “A obra de arte tem que ter algo que nos convoca a chegar perto. E isso parte de nós também, temos que nos disponibilizar para isso”.

A professora falou ainda que é preciso trabalhar a relação do aluno com o espaço cultural e um caminho é propor ações coletivas. “O aluno tem que descobrir que as obras de arte são importantes para ele também. Conseguimos isso sendo um professor propositor, colocando o outro em ação para pensar junto. Temos que jogar com a percepção e a imaginação, e assim, a obra acaba capturando a pessoa”, finalizou.