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Em sua 15ª edição, Quebra torto une café da manhã pantaneiro e a literatura de quatro mulheres

  • 16 nov 2019
  • Categorias:Geral

Corumbá (MS) – Com uma mesa composta por quatro escritoras e o famoso café da manhã pantaneiro, o Quebra Torto com Letras, inaugurou sua 15ª edição, na manhã desta sexta-feira (15), no Café Moinho. Realizado com investimento público da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e patrocínio da Energisa, Vale, Caixa Econômica Federal e Governo Federal, o 15º Festival América do Sul Pantanal (Fasp) acontece entre os dias 14 e 17 de novembro.


A diretora presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro, fez a abertura do evento e falou da importância de sempre investir na cultura. “Investir em arte é investir no ser humano. E o quebra torto traz a união da cultura e gastronomia com o café da manhã tradicional da região pantaneira. Divulgar esta e tantas outras culturas do nosso Estado é algo muito importante, e me sinto honrada em dizer que nesses quatro dias Corumbá é o coração da América”.


Apaixonada pela cultura pantaneira e responsável pelo quebra torto de todos os festivais, Lídia Aguilar Leite, fala do seu orgulho em poder divulgar sua cultura através da gastronomia. “Sou corumbaense e pantaneira. Fui criada na fazenda e vivencio isso há muito tempo. Nos últimos anos temos visto a cultura se perder, por isso a importância de festivais e encontros como esse acontecer, e eu me sinto muito orgulhosa em fazer parte disso”.

Gestora cultural da Fundação de Cultura, Melly Sena fala da tradição do Quebra Torto no Festival América do Sul. “O Quebra Torto ao celebrar a cultura pantaneira através de seu café da manhã com a literatura, acaba sendo um dos pontos chaves do festival”.

Pela primeira vez no evento, a psicóloga e escritora Danielle Ferreira fala do sentimento em participar do evento e sobre seu livro. “Estar aqui é muito significativo porque locais como esse foram negados historicamente pelo nosso povo, então estar aqui significa que nós conseguimos e que a nossa voz foi escutada. Odara é uma obra que significa muito pra mim e formar a visão de crianças negras e não negras é algo revolucionário”.
Marcelle Saboya Ravanelli, é gerente do Sesc Corumbá e amante confessa da literatura. Emocionada, ela fala da experiência de mediadora. “Tivemos quatro mulheres de representatividade muito características, uma ambientalista, uma tradutora do cotidiano, uma mulher negra que aborda o empoderamento feminino negro e a Noemi, que é uma referência nacional na literatura”.


Formada em letras, Marcelle afirma que a literatura é sua paixão e que ela tem o poder de transformar o leitor e despertar a capacidade crítica das pessoas. “A literatura pode ter infinitas variações, como a boneca, o livro objeto, o livro infantil, o paradidático, o de literatura histórica. Hoje tivemos muita riqueza dentro de uma mesa só. E quando me perguntam o motivo de defender a arte, gosto de usar a definição que Fernando Pessoa usa e que Fernando Goulart se apropriou e disseminou no Brasil, que é a que a arte existe porque a vida não basta. É por isso que um festival como este faz do ser humano um ser completo”.

Texto: Mariana Castelar

Fotos: Edemir Rodrigues