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Duo Púrpura e Geraldo Espíndola abriram a temporada 2016 do Som da Concha no domingo

Campo Grande (MS) – Com as arquibancadas lotadas, foi aberta neste domingo, às 18 horas, na Concha Acústica Helena Meirelles, a temporada 2016 do Som da Concha, com shows do duo Púrpura e Geraldo Espíndola. A apresentação ficou por conta do ator Bruno Moser, e o show foi transmitido ao vivo pela TV Educativa de MS.

Som da Concha - plateia

PúrPura, formado por Julio Queiroz e Erika Espíndola, fez a abertura do show, com canções do primeiro disco da dupla, “O Miolo Do Pão”. Para este show, tiveram acompanhamento de Roberto Tormin (baixo), Zé Fiúza (bateria) e Ivan Cruz (multi-instrumentista). Erika falou ao público que atualmente há diversas bandas do Estado se destacando. “Está todo mundo mais livre se expressando do jeito que tem que se expressar. Este universo está cada vez mais rico”.

No intervalo entre as músicas, Erika explicou que a necessidade de composição veio mais do Júlio. “Ainda estou me entrosando nesse processo de composição. Muitas coisas não se encaixavam no nosso antigo trabalho, mas tudo era bom. Então criamos o Púrpura. A ideia do nome veio do pôr do sol. Púrpura é uma mistura do azul com vermelho. Azul é masculino e vermelho, feminino. O duo é formado por um homem, Júlio, e uma mulher, eu”.

Som da Concha - Purpura

Júlio, o produtor do trabalho, disse que o primeiro CD do duo foi produzido de forma alternativa: “no meu quarto, com instrumentos midi. Hoje tenho estúdio. A gente foi atrás de tocador de tuba. A gente vai atrás do que determinada música precisa, mas tem canções simples que podem ser tocadas no violão”.
Elza Alves, a mãe da Erika Espíndola, estava na plateia prestigiando o show da filha e o Som da Concha. “Ela já participou do Som da Concha com outra banda. Este é um espaço cultural que a gente tem que é maravilhoso. Eu sempre acompanho os shows da minha filha”.

Luca Damico, estudante de psicologia de 22 anos, foi com a namorada, Nilcieni Maciel, 23 anos, professora de língua espanhola e portuguesa. “Minha namorada viu no jornal on line e é por isso que a gente veio aqui. Eu acho que é um projeto que faz falta porque mostra o que é produzido em Mato Grosso do Sul. Nilcieni completa: “É uma forma de a gente ter acesso à produção daqui. Geraldo é mais conhecido, o Púrpura estamos conhecendo”.

Após a apresentação do Púrpura subiu ao palco o músico Geraldo Espíndola, com seu novo show, “O Pássaro do Pântano”, que apresenta canções de autoria própria e parcerias, misturando estilo regional e improvisações, ritmos brasileiros, rock, blues, reggae. Geraldo foi acompanhado pelos músicos Gabriel Basso no baixo, Gabriel Andrade na guitarra, Alex Cavalheri nos teclados e Fernando Bola na bateria.
Ao ser perguntado pelo apresentador sobre como analisa a produção musical do Estado, em relação a outras regiões, Geraldo afirmou: Com a velocidade da tecnologia, está todo mundo conectado. Vejo mais aproximação do que diferenças [no cenário musical]”.

Bruno Moser também perguntou ao músico, com mais de 40 anos de carreira, se dá para saber, no momento da composição, se uma música vai fazer sucesso. Geraldo falou ao público que o coração do brasileiro é que coloca a música no lugar onde ela está. “É um grande prazer, uma honra para nós estar nesse projeto do Som da Concha”.

Som da Concha - Geraldo

Geraldo também brindou o público com clássicos como Quiquiô e Trem do Pantanal, este último em homenagem ao compositor Geraldo Roca, recentemente falecido. Durante o show, a artista plástica Erica Pedraza pintou um quadro em um canto do palco.

Na plateia, o sociólogo Teylor Fuchs assistiu ao show com os filhos, Elis, de 13 anos, e João, de nove. “Achei muito bacana. Este projeto existe há muito tempo,  as políticas públicas têm que continuar, independente do governo. Este é um projeto que deu certo, tem que continuar”.

Acompanhou o show o músico Jean Stringheta, da banda Jennifer Magnética, com sua esposa, a professora Marisa Schülter. Jennifer Magnética será a próxima banda a se apresentar no Som da Concha. “A banda se apresentou pela primeira vez quando o projeto se chamava Estação Cultura. Eu já estava com saudades. Este é um dos mais importantes meios de divulgação da cultura local”.

O secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, falou sobre a importância de transformar a cultura em algo permanente. “Temos aqui no Parque das Nações Indígenas o busto de Marçal de Souza e Marta Guarani. Aqui com a Concha Helena Meirelles, com toda essa energia. Fizemos o Sistema Estadual da Cultura (SEC/MS) para a inclusão institucional da cultura. Tem que ter orçamento, definição, para que a cultura seja uma política pública de Estado”.

A secretária adjunta da Cultura, Andréa Freire, completou: “Divulguem, venham, os shows vão acontecer no segundo e quarto domingos do mês, com artistas do interior e de Campo Grande. Vamos continuar fazendo sempre com a presença de vocês.

O presidente da TVEMS, jornalista Bosco Martins, agradeceu a equipe da Sectei e da TVE que acompanhou o show. “Esse é o papel da emissora pública, como hoje, aqui, transmitindo a música sul-mato-grossense, abrindo espaço equânime para a música regional”.

O Som da Concha temporada 2016 vai até janeiro de 2017. Serão 18 shows realizados com intervalo de duas semanas entre as apresentações, sempre aos domingos, na Concha Acústica Helena Meirelles, que fica no Parque das Nações Indígenas. A entrada, como sempre, é franca.

O próximo show será no dia 29 de maio, com as bandas Codinome Winchester e Jennifer Magnética.

Fotos: Tania Sother – Sectei