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Comemorações dos 40 anos de MS se encerram em grande estilo com músicos regionais e cantor Alceu Valença

Campo Grande (MS) – Um show para ficar para a história. Assim foi a comemoração dos 40 anos de Mato Grosso do Sul, neste fim de tarde e início da noite de quinta-feira (12) no Parque das Nações Indígenas. Representantes das escolas de samba de Campo Grande, do samba regional, rock, pop e reggae sul-mato-grossenses se reuniram para celebrar o aniversário do Estado, nesta grande festa que terminou com show do cantor e compositor pernambucano Alceu Valença.

As apresentações começaram com integrantes de baterias de várias escolas de samba de Campo Grande, que desceram a ladeira do Parque das Nações até a arena, fazendo todo mundo sair do chão para acompanhar o ritmo das cuícas e tamborins. Para o conselheiro da Escola de Samba Igrejinha, Cláudio Luiz de Brites, que também é integrante da bateria, as escolas de samba são uma parte da cultura, a cultura do carnaval de Campo Grande. “Fiquei muito feliz em ter sido chamado para contribuir com as apresentações. Todos os anos as escolas lutam muito e agora é um momento de confraternização entre elas e para mostrar que Campo Grande tem um carnaval forte”.

Wlauer de Carvalho, um dos diretores da Escola de Samba da Vila Carvalho, disse ser bem prazeroso participar do projeto. “É a primeira vez que as escolas participam de um show assim, é um projeto bem legal em que participam todas as escolas juntas. Assim nunca tinha acontecido”.

No palco, acompanhando toda a energia da bateria, os intérpretes das escolas de samba de Campo Grande enriqueciam o som. Daran Júnir, intérprete da Vila Carvalho, disse se sentir muito importante por fazer parte das comemorações do aniversário do Estado. “Mato Grosso do Sul é maravilhoso, de uma cultura maravilhosa, nosso turismo e nossas músicas são conhecidos no mundo inteiro. Para mim, como músico, é muito importante participar”.

Junto à bateria, dançando e tirando fotos com os passistas, estavam os venezuelanos Yanger Ropero, Yuber Ropero e Ocarine Solano. Eles estão há alguns meses no Brasil, vieram fugindo da crise da Venezuela e escolheram o Estado de Mato Grosso do Sul para viver por causa de um primo que já estava morando aqui. “Adoramos carnaval. Lá na Venezuela o carnaval não é como o daqui, eles ficam atirando água uns nos outros”.

As gêmeas Lyanka e Yasmim Diniz Lopes estavam com a mãe, Débora, e a avó, Maria das Dores. Elas têm a Vila Carvalho no coração e vieram acompanhar sua escola. “Adoramos pagode e samba. Gostamos de coisa boa. Ficamos dois anos longe, morando em Santa Catarina, mas voltamos, pois Campo Grande é muito bom de morar, aqui tem um clima bom, tem afeto”.

A bateria das escolas se retirou ao som de “Parabéns pra você” e logo começou o show com representantes do samba sul-mato-grossense. A produção musical foi de Bibi do Cavaco, que era só alegria e animação no palco. “É uma responsabilidade muito grande produzir um show como esse. Acredito que nosso samba foi bem representado por esses grupos, é um resumo do que rola em Mato Grosso do Sul em termos de samba. Hoje nós também fizemos músicas autorais e o povo gostou. Setenta por cento do show foi com músicas autorais. Achei que a ‘galera’ recebeu bem, aplaudiu. Foi legal”.

A cantora Juci Ibanez disse que sentiu como uma filha que canta para a mãe no Dia das Mães. “Esse ano eu completo 40 anos de profissão. Sou sul-mato-grossense de coração. Sou muito bairrista mesmo, sou Campo Grande de coração”. O vocalista e percussionista da banda Pegada de Macaco, Jair Roberto de Brito, afirmou ser um grande prazer para o grupo participar dos 40 anos do Estado. “Nosso Estado é grande, maravilhoso, e participar de um show como esse, aberto ao público, abrange uma visibilidade geral. Mostra para as pessoas que o samba aqui também é forte”.

O secretário de Estado de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, acompanhava tudo do palco. “Este é um encontro de todas as gerações, de vários estilos, do samba, do pop, do rock e reggae regionais. É uma emoção para a gente reunir o que há de melhor, todas as vertentes musicais. Este é um Estado generoso, que acolhe todo mundo. Aqui é o coração do Brasil!”.

Na plateia, a família do professor Ivan Benito de Vasconcellos e do técnico em redes de computadores Paulo Mauro Nunes de Vasconcelos concordam. “Nós gostamos do povo daqui, até porque tem muita gente de fora também, é um Estado que acolhe pessoas de outros lugares”, diz Fabiana, esposa do Ivan, e a Luciene, esposa do Paulo. Elas vieram para ver o Alceu Valença. “Gostamos bastante, temos os CDs dele, somos fãs”. Já o Paulo veio ver a Juci Ibanez e o Ivan gosta de samba de raiz.

Representando os talentos da cena roqueira, de reggae e pop sul-mato-grossense, logo depois começou o show com Chicão Castro, Ju Souc, Simona, Begèt de Lucena, Rodrigo Tozzette, Falange da Rima, André Stábile, Xaras Gabriel, Vinil Moraes e Marina Peralta, com direção musical de Anderson Rocha. Chicão Castro interpretou a música Cunhataiporã, de Geraldo Espíndola. “Significa muito para mim a música, queria homenagear o Geraldo. Sou nascido e criado em Campo Grande, quanto mais viajo pelo Brasil mais amo Mato Grosso do Sul. A ‘galera’ é acolhedora, me sinto muito bem recebido aqui”.

André Stabile interpretou a música Serve um Téra, composição sua e de Lincoln Gouveia. “Esta música eu fiz há 12 anos com o Lincoln. Resolvi cantar aqui por se tratar de um show sobre a história da música sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul se identifica muito com o tereré, tem tudo a ver com a gente a cultura do tereré. O dia que a gente fez a música estávamos tomando tereré também, é uma música para confraternização”.

O encerramento da noite de shows ficou por conta de um dos artistas mais importantes da música popular brasileira: Alceu Valença. Com seu jeito irreverente, figurinos criativos e performance marcante, ele conquistou o público, que cantou e dançou com o artista clássicos como “Morena Tropicana”, “Coração Bobo” e “Como Dois Animais”.

O cantor não vinha a Campo Grande já fazia dez anos, e este show teve um sabor especial para quem estava com saudades do artista. Alceu animava a plateia a participar cantando com ele suas canções mais populares, deitou no palco, mostrou língua, cantou Táxi Lunar com o palco à meia luz para enfatizar as luzes de celulares da plateia. Parabenizou Mato Grosso do Sul pelos seus 40 anos e cantou parabéns para o Estado com o acompanhamento de sua banda. Sem dúvida, um show para ficar na memória dos sul-mato-grossenses.

Fotos: Alvaro Herculano