Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

‹ Voltar

Cia. Dançurbana conecta dança e tecnologia no espetáculo “Fluzz”

  • 31 ago 2016
  • Categorias:Dança

Um espetáculo que conecta a dança e a tecnologia, que engloba as danças urbana e contemporânea com a técnica da improvisação e que apresenta uma trilha sonora exclusiva. “Fluzz”, o mais novo e inovador espetáculo da Cia Dançurbana, estreia dia 2 de setembro (sexta), às 20 horas, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, com entrada gratuita e apoio cultural da Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Como o nosso corpo se relaciona com a tecnologia? Diante de uma sociedade cada vez mais ‘conectada’, nasceu a ideia de criar um espetáculo que pudesse promover o diálogo sobre o tema. “Nossa pesquisa está diretamente ligada sobre como o corpo se comporta diante da tecnologia, como ele tem que fazer modificações para se adaptar a isso. Nos baseamos em diferentes aspectos da tecnologia: interação, participação, mídia sociais, entre outros. E nos inspiramos no autor Augusto de Franco, escritor e investigador da ‘Nova Ciência das Redes’, pesquisador que guiou nossos estudos, criação e nome do espetáculo”, conta Marcos Mattos, diretor e coreógrafo da companhia.

Em Fluzz o corpo é o ponto de partida que aponta para diferentes direções, pois o caminho é o próprio fluxo. No palco, técnicas de danças urbanas, dança contemporânea e improvisação são utilizadas pelos seis intérpretes-criadores para tecer uma rede de conexões. O corpo é o grande comunicador entre pessoas. É pele, sensação, carne, gesto, medo, posição, lugar, espaço.

FLUZZ2 - creditos-Helton Pérez

Os corpos dos intérpretes assumem diferentes formas. Passeiam pela desconstrução do que já existe, desafiam o tempo-espaço, navegam pelo real e o imaginário. Os movimentos são diálogos em rede e buscam entrelaçar o atemporal.  As conexões entre os corpos e o meio abrem inúmeras possibilidades de interações e transformações.

A trilha sonora será construída ao vivo, conforme o olhar do VJ Reginaldo Borges Soares, por isso cada apresentação de Fluzz terá uma trilha exclusiva. Outro aspecto que torna cada sessão do espetáculo única é a improvisação, técnica que também será aplicada em cena. “O público verá cenas improvisadas e cenas coreografadas. Até por conta de uma referência muito grande das redes, do fluxo que se cria, da relação tempo e espaço, a improvisação tem muito disso, é aqui e, agora, as redes também tem isso, tem aquele aplicativo, por exemplo, em que você manda uma imagem que depois de certo tempo é apagada’, acrescenta Marcos.

Outro destaque é o figurino, baseado em jogos, videogame e também na ideia dos ‘recortes’. “Dentro de um experimento que fizemos com um smartphone, percebemos que nós, enquanto usuários, sempre fazemos um recorte daquilo que queremos ver e nos inspiramos neste hábito para a concepção do figurino”, completa.

A criação do espetáculo foi aprovada pela Lei Rouanet, conta com o patrocínio de O Boticário na Dança, Eletrobras Furnas e Digitho Brasil e, apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, da Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). A Cia Dançurbana foi a primeira companhia de dança sul-mato-grossense a conquistar o concorrido edital de O Boticário na Dança.

fluzz4 - créditos - Helton Pérez

Para Marcos, os patrocínios e apoios são um reconhecimento do trabalho que a companhia vem realizando desde 2002: “A Cia Dançurbana sempre foi vislumbrando um lugar e pensando no aperfeiçoamento técnico e estético de seu elenco e de suas produções, como um todo. O olhar sensível dos patrocinadores e apoiadores potencializa a produção do artista, da companhia, tira-nos do lugar comum. Estamos nos conectando com o mundo”.

Depois de Campo Grande, a companhia segue com apresentações em Dourados-MS, no dia 16 de setembro, às 20 horas, no Clube Indaiá; em Três Lagoas-MS, em 30 de setembro, às 20 horas, no Barracão da NOB e; em Corumbá, em 18 de novembro, às 20 horas, no Auditório Salomão Baruki. Nestas cidades também serão realizadas oficinas de Danças Urbanas.

Serviço: A estreia do espetáculo Fluzz, da Cia Dançurbana, acontece no dia 2 de setembro, às 20 horas, no Teatro Glauce Rocha, localizado dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados a partir das 19 horas no dia e local da apresentação. Mais informações (67) 99287-6433, pela fanpage www.facebook.com/paginadancurbana e pelo site www.dancurbana.com.br.

 Realização

Ministério da Cultura

 Produção

Roberta Siqueira – Arado Cultural

Patrocínio

O Boticário na Dança

Eletrobras Furnas

Digitho Brasil

Apoio Cultural

Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei)

Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Uniderp FM

 Cia Dançurbana

Nascida em 2002, a Cia Dançurbana desenvolve um trabalho de formação, produção e difusão da dança em Campo Grande e Mato Grosso do Sul. É uma companhia de dança profissional independente, que realiza espetáculos, cursos, oficinas, encontros e palestras, pautadas pela sustentabilidade e continuidade da realização de trabalhos, que se relacionem com a comunidade, com o público em geral. A técnica inicial de movimento usada pela companhia são as Danças Urbanas e seus mais diversos estilos, porém não utilizadas como Fim e sim como meio para as criações. Principais espetáculos: Urbanóides (2008), Plagium? (2009), Singulares (2012), Soma Onze (2013) e De Passagem (2015). Principais destaques: Prêmio Célio Adolfo de Incentivo a Dança 2013, Prêmio Funarte Klauss Viana 2011 e Prêmio Destaque Cultural 2014. Com o espetáculo “Plagium?”, em 2014 a Cia integrou a programação do Palco Giratório Sesc, o maior circuito de artes cênicas do Brasil, passando por 44 cidades.

Reportagem: Isabela Ferreira

Fotos: Helton Perez