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Alunos de escola estadual têm primeira experiência na produção de audiovisual com apoio do MIS

Campo Grande (MS) – Alunos do 1º D do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Silvio Oliveira dos Santos eram só alegria na noite desta quinta-feira no auditório do MIS. Orgulhosos, eles assistiram com os professores, coordenadora, diretora, e alguns pais e entrevistados presentes à exibição do “1º Documentário”, produzido por eles com o auxílio do MIS, e que aborda os 40 anos de Mato Grosso do Sul.

Katiane Rodrigues Dias, de 15 anos, foi uma das diretoras da produção e disse que se sentiu um pouco repórter quando entrevistou as pessoas. “O aprendizado foi diferenciado. O que me tocou foi a história de vida dos entrevistados e conhecer sobre a história de Mato Grosso do Sul. Hoje eu estou muito animada, porque o trabalho foi feito em poucos dias para quem não tem experiência. Nosso grupo era de três pessoas, viemos aqui no MIS e gravamos uma conversa com os alunos, o professor e o cinegrafista sobre como é ser jovem. Para mim, ser jovem é me divertir, meus livros, conversar com amigos, viajar e conhecer lugares novos”.

Outro estudante que participou ativamente das gravações e da produção do documentário foi Gustavo Vilhalva Moreira, de 16 anos. Ele fez toda a parte do vídeo que fala sobre protagonismo e organizou as entrevistas com atores e cantores, junto com seu grupo de cinco pessoas. “Foi uma experiência muito boa, a principal barreira foi o medo, nós quebramos essa barreira e colocamos nossa cara, perdemos a timidez, por isso o trabalho teve bons resultados. Esse projeto serviu como amplitude histórica pro nosso conhecimento sobre nossa cultura regional. Foi bem legal a experiência de ser entrevistador, expor nossas ideias nesse projeto”.

Mayara Ávalos Arguelho, 15 anos, foi a responsável, com seu grupo, pelas gravações de entrevistas com o tema “como é ser jovem em terras pantaneiras”. “Entrevistamos o professor Carlão, o arquiteto Angelo Arruda, a vereadora Cidinha. Eles explicaram como era antigamente a juventude e como é hoje. Contaram muitas histórias, foi muito interessante. A gente aprendeu bastante coisa, como é nossa cultura e o quão rica ela é. Achei interessante descobrir tudo isso, coisas que eu não sabia”.

Da esq. p/ dir.: Mayara, Gustavo e Katiane

Os alunos fizeram as gravações no contraturno, fora do horário das aulas, por isso precisaram do apoio dos pais. Os pais de Mayara, Pedro Arguelho e Carmem Ávalos, estavam orgulhosos da filha e do trabalho realizado. “Fiquei muito admirado”, diz Pedro. “É a primeira vez que esse trabalho foi feito na escola e ela se empenhou muito. Tinha dias que não dormia direito, ficava emocionada, participou com vontade”. “Foi gratificante, nos sentimos orgulhosos dela. Foi tudo muito bonito, lindo, lindo”, diz a mãe, Carmem.

Carmem e Pedro, pais de Mayara

Um dos entrevistados no documentário, o publicitário Felipe Tedesco afirmou estar feliz em ter participado. “Incrível assistir ao resultado do projeto. É muito legal a gente ser o protagonista da história. Somos nós que estamos ali, é nossa história, nós deixamos nossa marca, estamos eternizados por meio do trabalho”.

Outro entrevistado, o músico Marcos Yallouz, do Bando do Velho Jack, disse que sempre procura atender às solicitações de estudantes que tenham projetos como esse. “Já participamos de vários documentários, a gente procura ir sempre, os projetos são muito legais e sempre dão resultado pra garotada. Pela falta de recursos, o resultado ficou super bom”.

“O MIS abriu as portas para que tudo isso acontecesse, por isso tenho um agradecimento especial para o Museu”, diz o idealizador do projeto, o professor Cesar Floriano. Outro professor envolvido, Brandon Borislav, afirmou estar emocionado ao ver o resultado do trabalho que foi realizado com o comprometimento de todos. “Foi um trabalho muito bonito. Foi um desafio que deu frio na barriga no começo. Quando tudo foi se desenrolando muito bem foi uma felicidade. Vamos levar pra tida toda como um marco. Agradeço a todos por terem se envolvido e por ter valido a pena. Parabéns por esse trabalho muito bonito dos 40 anos de Mato Grosso do Sul”.

Professor Cesar Floriano

A diretora da escola, Jaqueline Dias, disse que o trabalho é um orgulho muito grande porque a proposta de fazer um documentário é algo ousado. “A gente se surpreendeu com o resultado. Fiz questão de assistir aqui hoje porque queria sentir a emoção junto com eles. Os alunos se empenharam muito, foi feito todo um trabalho de pesquisa. Não imaginávamos que iam chegar tão longe pesquisando a história do Estado em todos os segmentos por meio de depoimentos. A aprendizagem vai ficar para toda a vida deles. Estou feliz com a alegria deles, estão radiantes com o feito deles”.

Marinete Pinheiro, a coordenadora do Museu da Imagem e do Som, que prestou todo o apoio e assessoria técnica necessária para a realização do vídeo, falou um pouco sobre o processo de produção. “O professor Cesar nos procurou e disse que a intenção era fazer gravações de celular. Eu disse que o celular tem um problema que é o som. Eu aconselhei a procurar uma empresa de filmagem e também ajuda para um editor de imagens para ficar algo com qualidade técnica. É super importante ter som e imagem de qualidade para exibir. Pelo conteúdo de vocês, estão de parabéns”.

O vídeo agora faz parte do acervo do MIS e vai ser exibido para outras escolas visitantes que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história de Mato Grosso do Sul em seus 40 anos.

Fotos: Marinete Pinheiro e Luciane Toledo – MIS