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“A Tragicomédia de Dom Cristovão e Sinhá Rosinha” inicia ciclo de apresentações gratuitas

  • 06 maio 2015
  • Categorias:Teatro

Campo Grande (MS) – O Teatro Imaginário Maracangalha inicia neste sábado (9 de maio) a circulação do espetáculo “A tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha”, do dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca. Contemplada pelo Prêmio Rubens Correa de Teatro 2014 da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, a peça será apresentada em diferentes pontos da Capital com entrada franca.

Escrita na fase juvenil e lúdica de Garcia Lorca, a peça recebeu uma nova construção. A “farsa” – gênero popular de teatro – é levada a cena com humor, drama e crítica social pelo grupo, que iniciou um processo diferente de pesquisa para encenar um texto pronto.

Apresenta o dilema de Sinhá Rosinha, que quer casar. Porém, como enfrentará o autoritário pai, o prepotente dom Cristóvão, o ex-namorado e seu apaixonado pretendente? Como escapará de um casamento forjado pelo dinheiro e viverá o seu amor desimpedido? Como diz Sinhá Rosinha: “que se dane seu dinheirinho, eu quero é o amor!”. Uma farsa que exalta os valores como a independência, a arte e o amor.

Foto: Diogo Gonçalves

Foto: Diogo Gonçalves

O teatro e a cultura popular – No processo de pesquisa foram investigados a cultura popular nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia e os paralelos nas relações de gênero, patriarcado, ruralismo e capital, presentes na obra e na formação cultural do Mato Grosso do Sul a partir de  suas divisas. A preparação também contou com a realização dos “Seminários Arena Aberta: Gênero e Latifúndio” e “Na rua sem fronteira”, além da leitura dramática da obra “A menina carvoeirinha”, de Garcia Lorca.

Grupo de pesquisa em teatro de rua e espaços não convencionais de encenação, o Imaginário Maracangalha construiu ao longo de sua trajetória uma dramaturgia própria a partir do documentário, memória, cultura popular e literatura. Sempre trabalhando com a linguagem e o acesso do teatro de rua e da arte pública, o grupo é composto por Alê Moura, Camilah Brito, Fran Corona, Fernando Cruz, Moreno Mourão e Renderson Valentim e legitima-se como pela criação e pesquisa de trabalho continuada.

O grupo somou suas habilidades à pesquisa da cenografia, adereços, figurino e musicalidade com profissionais e pesquisadores das áreas relacionadas a seus processos de encenação. O artista plástico GHVA assina a cenografia, figurino, adereços e maquiagem; o músico e maestro Jonas Feliz é o diretor musical do espetáculo, sob a direção de Fernando Cruz.

É reconhecido pela seriedade e profissionalismo em suas construções, que não ficam engavetadas ou restritas a apresentações de execuções de projetos, mas circulam dentro e fora do Brasil, tratando o recurso público como forma de expansão da arte pública e chegando a toda população na rua, de forma democrática.

Foto: Diogo Gonçalves

Foto: Diogo Gonçalves

O autor – Um dos expoentes máximos da literatura espanhola e mundial, Federico García Lorca fez de sua poesia e obra teatral conhecidas pela envergadura trágica e por sua universal e recorrente temática de amor, morte e liberdade, revelando-se um artista preocupado com a renovação da cena e sua recepção, cuja meta era a realização de um teatro eminentemente popular: na linguagem e no acesso.

Confira o cronograma de apresentações:

 Dia 9 de maio – Sábado

10 horas –  Centro Comercial Coophavila –  Av. Marinha.

20 horas – Feira da Vila Jacy – Av. Laudelino Barcelos, Europa e D. Otília Barbosa.

Dia 10 de maio – Domingo

11 horas – Feira Praça Bolívia  – Bairro Santa Fé.

16 horas – Parque das Nações Indígenas.

Dia 12 de maio – Terça-feira

17 horas – Praça Ary Coelho – Centro.

Serviço: As apresentações são gratuitas.

Contatos para a imprensa:

Fernando Cruz: (67) 9250-9336

Sede do TIM: (67) 3356-7682

Comparsas: (RBTR) Rede Brasileira de Teatro de Rua, Najom, Ateliê Passarinho, Associação Miguel Couto, Degrau Estúdio, Brasa Comunicação, Teatral Grupo de Risco, Circo do Mato e Flor & Espinho Teatro. Investimento e Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – Prêmio Rubens Correa de Teatro 2014.

Reportagem: Carol Alencar