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A diversidade musical de MS volta a agitar o Festival Arraial da Concha no próximo fim de semana

  • 10 jul 2019
  • Categorias:Geral

Campo Grande (MS) – A diversidade musical de Mato Grosso do Sul volta a agitar Festival Arraial da Concha no próximo fim de semana, no Parque das Nações Indígenas. A festança continua na sexta-feira (12/07) com ZeDu, Ana Cabral e Chicão Castro. No sábado (13/07), os shows ficam por conta Matheus Loubet, Maninho Rocha e André Santinni e no domingo (14/07) sobem ao palco os coletivos de música Trajetória da Música de MS e Clube do Litoral Central e a banda de jazz Urbem. Além das atrações musicais, na Concha Acústica Helena Meirelles, o público também encontra artesanato, produtos da economia criativa e gastronomia típica das festas julinas. O evento acontece das 16h às 22h e a entrada é franca.

ZeDu – Ana Cabral – Chicão Castro

Para o show Festival Arraial da Concha, ZeDu convida o experiente instrumentista Zé Pretim que se reúnem para revelar ao público canções em pinceladas mágicas de vozes, violões, guitarras e interpretações únicas. ZeDu é o compositor entusiasta da nossa cultura sul-mato-grossense. Também dono de uma voz personalíssima e interpretação de rara beleza na execução de canções tanto de sua autoria como “Manoel Menino de Barros”, “Fases e Luas” e “Alma Guarani”, quanto nos clássicos “Mercedita”, “Chalana” e “Trem do Pantanal”. Zé Pretim é blues man juramentado com uma performance testada e aprovada em aparições no Jô Soares, no Raul Gil e por onde quer que se apresente. Uma linda voz, uma guitarra de sonoridade universal e uma leitura impressionante de clássicos como “Asa Branca”, “Chico Mineiro” e “Rio de Piracicaba”, entre outras.

 

A cantora, compositora e violonista campo-grandense Ana Cabral começou sua carreira musical cantando canções de Almir Chediak,  Cazuza, Caetano e Rita Lee. Depois de conviver com diversos artistas como Juci Ibanez, Zeca do Trombone, Geraldo Espíndola, Marina Dalla, Zé Geral, entre outros nomes da música sul-mato-grossense, em 2013 grava um DVD ao vivo, com 10 músicas onde faz uma releitura músicas de compositores locais. Ela tem como referência musical Elis Regina, Angela Rô Rô, Gal Costa, Vander Lee, Belchior, Mercedes Sosa, Cássia Eller.

O multi-instrumentista campo-grandense Chicão Castro, tem sua trajetória de vida marcada pela música. Com sua voz potente e o violão e o cajon sempre à mão, sua habilidade com a percussão abriu caminhos para importantes parcerias com músicos e bandas que sempre admirou. Ele montou sua primeira banda aos 15 anos, depois foi morar no Japão, onde trabalhou numa fábrica e nos momentos de folga tocava violão nos metrôs, até retornar à sua terra natal e se inserir de vez na carreira musical. Com três canções autorais, uma delas intitulada ‘Chorume’, Chicão Castro ressalta ser mais intérprete do que compositor. Envolvido em vários projetos, às vezes cantando, às vezes tocando violão, é na bateria e na percussão que o artista se realiza por completo na música. Tem em seu currículo trabalhos como Chicanis com Caio Nascimento e Marcus Loyola, Trio de Bolso com Pedro Espíndola e Thayson Gimenez, Aioa com Marina Dalla e Alexandre Artioli, Zabumba Morena com Maicon Oliveiras e Renan Nonato, Estação Luz com Gustavo Vargas e Trinka com Fábio Adames e DJ Danilo Dan.

Matheus Loubet – Maninho Rocha – André Santinni

Cantor desde os seis anos de idade e pianista desde os cinco, Matheus Loubet ficou conhecido nacionalmente quando participou da terceira temporada do reality “The Voice Kids”, exibido pela Rede Globo em 2017. Ele teve seu trabalho reconhecido quando encantou o técnico Carlinhos Brown ao interpretar a canção “Bem que se quis” de Marisa Monte. O jovem tem orgulho da sua trajetória como interprete. Matheus Loubet foi convidado, pelo cantor e compositor Márcio de Camillo, para interpretar a música “Poeta Lírico” do CD “Crianceiras Mário Quintana” (segunda edição do projeto musical “Crianceiras” que apresenta as poesias musicadas de Mário Quintana), lançado no fim de novembro de 2015. Fã de música clássica, confiante e persistente, gravou seu primeiro DVD no ano de 2018 com 15 músicas (cover); e em 2019 lançou seu primeiro EP, com três músicas (Imaginar, Você e Cata Vento); a música single é “Imaginar”, que foi lançada, também, em videoclipe.

O talento de Maninho Rocha vem de berço. Filho do saudoso Dino Rocha, hoje o acordeonista é considerado por muitos como o sucessor de seu pai.  Maninho tem interpretações de “Mercedita”, “Prazer Fazendeiro”, “Bendito Amor” como marcas registradas do seu repertório. O acordeonista vai levar ao publico do Festival Arraial da Concha o melhor do chamamé sul-mato-grossense.

Natural de Maracaju, André Santinni começou sua carreira aos 10 anos de idade quando iniciou em uma escola de musica para aprender os primeiros acordes. Aos 15 anos foi convidado pelo grupo musical campo-grandense Alma Serrana a fazer parte da banda como vocalista e guitarrista. André ficou 8 anos na banda com 4 CD’S gravados e no currículo vários shows pelo Brasil. Em 2000, Santinni foi selecionado entre os mais de 300 mil candidatos de um concurso no programa “Domingão do Faustão” chamado “Novos Talentos”. O concurso escolheu 28 candidatos e André se apresentou no programa por 3 vezes representando Mato Grosso do Sul. Em 2002 mudou para São Paulo onde fez um EP com 4 faixas no estúdio Gravodisc, produzido por Marcos Pontes (Caixote). Em 2009 foi convidado a integrar o grupo “Eco do Pantanal” como vocalista e violonista da banda onde permaneceu até 2012 gravando um CD e um DVD com o grupo em Campo Grande. Atualmente segue divulgando seu trabalho, fazendo shows, festas e eventos coorporativos em Mato Grosso do Sul.

Trajetória da Música de MS – Clube do Litoral Central – URBEM

Os maiores hits da música de Mato Grosso do Sul. Esta é a frase que resume o projeto “Trajetória da Música de MS”, do grupo musical, formado por Jerry Espíndola, Ju Souc, Rodrigo Teixeira e Renan Nonato. O show traz um repertório de clássicos sul-mato-grossenses. Canções que marcaram várias gerações de compositores, desde os pioneiros Délio e Delinha (O Sol e a Lua) e Mario Zan (Chalana) até os modernistas Geraldo Espíndola (Vida Cigana) e Paulo Simões e Geraldo Roca (Trem do Pantanal), além de composições próprias dos integrantes do grupo, que representam a geração Polca-rock (Jerry e Rodrigo) e os novos valores da música do MS (Ju e Renan). O repertório ainda tem espaço para mostrar o sertanejo universitário, fenômeno musical que dominou o país e que surgiu em Campo Grande. A viagem musical começa com “Chalana”, composta nos anos 1940 por Mário Zan, e segue até os dias atuais visitando vários gêneros da música de MS. No repertório várias canções marcantes, como “O Sol e a Lua”, de Délio e Delinha; “Pé de Cedro”, de Zacarias Mourão; “Gaivota Pantaneira”, de Dino Rocha; e sucessos como “Escrito nas Estrelas” conhecida com a campo-grandense Tetê Espíndola;  “Tocando em Frente”, de Almir Sater, e “Chora Me Liga”, de João Bosco e Vinícius.

O Clube do Litoral Central é formado por Guga Borba, Jerry Espíndola, Rodrigo Sater, Ju Souc, Leandro Perez, Renan Nonato e Rodrigo Teixeira. Eles trazem para o show do Festival Arraial da Concha um repertório e influências em comum. Uma mescla de rock, blues e folk com muita polca e guarânia que soa bem natural nas performances quentes do septeto. Além das músicas autorais dos integrantes, ele levam ao palco várias releituras de clássicos de compositores sul-mato-grossenses. Amigos de longa data, os “clubenhos” produzem uma sonoridade que é o reflexo do caldeirão musical que borbulha em terras sul-mato-grossense. O grupo vem desde 2016 se apresentando em vários projetos, como o circuito musical nos campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a etapa do “Rally dos Sertões” em Bonito MS. O Clube do Litoral Central tem em seu nome uma homenagem póstuma ao compositor Geraldo Roca, que batizou a música contemporânea produzida em MS de “Música do Litoral Central”. Ele também compôs a canção chamada “Litoral Central”, que dá título ao seu álbum homônimo lançado em 1997. 

Urbem é um quarteto cujos pés estão em solo brasileiro e os braços espalhados pelo mundo. Sua música é recheada com ingredientes de várias etnias, direcionando a música para algo autêntico no jazz. Urbem é uma mistura de influências, o resultado é uma sonoridade inovadora no mundo da música. Duas mulheres e dois homens somando um mundo musical contemporâneo. Em 2015, a música Painel rendeu-lhes o título do Samsung E –festival Internacional de melhor banda instrumental do Brasil. Integram a banda Bianca Bacha (voz e violão), o baterista Sandro Moreno, o baixista Gabriel Basso e a pianista Ana Ferreira.

Serviço: A Concha Acústica Helena Meirelles fica no Parque das Nações indígenas, na Rua Antonio Maria Coelho, 6000. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3314-2030.